Rebel: Imagens, palavras..minha essência... um amigo da natureza

Rebel

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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Ponto final.


..
Eu..
de fato 

achava,
que podia
ir 

mais 
longe,
Sim,

podia.. 
ir mais longe, 
ao exterior talvez,
mas ali 

senti 
e pensava,
só tinha de 

ser um ponto final...
No meu sitio...
que recém adquiri..

é onde sentado
de frente
à queda 
de água
sinto tudo.
Eu fui até lá fazer 

as fotos....
da cachoeira..

completo 
o texto,
aqui 
longe 12 km do sítio.
Mas a experiência 

de passar
por um lugar como

Iomerê, 
é agora diferente....
dos anos 60...
quando vim 
morar aqui..
a vida 
mudou 
e mudei.

A certeza que 
tudo na vida,
que tudo,
vai muito além,
do que a 
câmera 
pode captar. 
Há, como 
de início, 
um sentimento 
de admiração 
da cidade 
que me 
acolheu,
mas
agora
da bela 
cachoeira,
na água que cai, 
a brancura 
incessante,
sonho.
Tudo,
Soa talvez,
algo,

como ,
de quem...
que,
como
alguém sonhou...

..
Alguém 
no mundo,
pode 
imaginar 
mas aqui 
o
ruído
da água 
na rocha
quebrando
o silêncio, 
na mata, 
do rio,
Aqui
da cidade 
distante,

onde as coisas 
envelhecem,
onde há 

antigas dores...
onde há 

o inexplicável,
mas 

é o momento,
é de alegria,
longe 
da ingratidão 

desumanidade.
Aqui
elas não
moram
só 
deixo 
que
moram longe.
Sou assim com a ensolarada  

Iomerê,
aqui

a quietude...
inevitável,
só me alivia..
sentir 

o ruído da
água 

corredeira...
que despenca,
na cachoeira,
só sei
que este lugar
é um 

lugar e tanto..
...
Agora posso dizer..
é daqui,
ou 
de lá 
que vim 

para aqui..
ou lá  
que vou..
Agora, 
não 
estou 
no mundo 
virtual,
mas
um mundo real,
longe
dos 
ingratos 
e desumanos,
sei 
e vejo aqui 
uma real maioria
de gratos 
e humanos,
mas aqui 
é meu ponto final..
para repensar tudo.
Não é nenhuma fantasia,
é minha vida real.
O lugar longe, 
não é,
não,
nem de difícil acesso,
tem a praça,
de cara,
ai de frente 
a igreja matriz,
no meio 
de uma 
rodovia,
no alto
à direita, 
meu sitio.
Iomerê
é onde no horizonte 
há extensas colinas...


Uma 
constatação.
Aqui,
Simplesmente...
é
minha cidade 
onde cresci...
Iomerê dista,
de casa, 12 km, 
daqui, da praça
apenas 2 km..
meu sito, 
minha cachoeira.
Eu muitas
vezes
achava que
deveria ter sido mais 
parcimonioso
confiado menos,
mais 
ou
menos exigente,
poderiam ter sido
mais gentil,
mais grato,
mas não
houve um tempo, 
achava, 
mas
não acho mais
que Iomerê,
é o fim do mundo.
No pé do moro,  
está meu sítio.
..
Do alto 
não se vê qualquer casa, 

belo é o antigo Seminário, no alto,
a  Igreja de São Luiz, 
o Juvenato,
mais que um lugar, 
é um lugar que
se vê tudo 
no horizonte,
de monte  de árvores  nas
colinas
hoje só há além...
o céu azul...
da tarde.

Mato..mato,
verde..verde
A cidade é pequena,
sempre penso,
tão pequena que
depois de duas voltas 
nas suas ruas...
já estava 
ou
estou
familiarizado,
com antigamente. 
Mas mesmo 
neste lugar 
tão longínquo 
descobri que 
é possível 
encontrar cultura, 
hospitalidade 
e até uma certa 
emoção.
Com certo orgulho 
que falei com 
com
um amigo..
dizia
mas
com 
um alivio,
alguns,
não 
moram mais aqui...
uns se foram 
outros tiveram que ir..
eu voltei, 
posso ver todas 
estas montanhas
e ainda
tenho meu sitio agora..
e a linda cachoeira.










Sim 
nem
todos nós,
vivemos 
aqui ainda 
ou por
algum tempo 
sob 
o mesmo céu,
mas nem todos 
tem o mesmo 
horizonte 
tanto 
é que este, 
prédio se foi.






Ali,
me levou 
por lugares 
como o 
antigo clube...
o lugar que 
havia 
organizado 
um jantar,
um
evento local.
Com um olhar, 
no pessoal do bar, 
experimentei a emoção 
daquele lugar..
Na saída,
alguém me disse, 
você perdeu 
uma grande festa,
perdi sim.
Ao tentar falar  
Da passagem em Iomerê
no qual lembrava, 
contava do Futebol..
dos tempos de Atlético..
Eu não conseguia completar a frase,
ao falar da raia, 
da 
Hípica,  de linha reta,
da corrida de cavalos, 
que tinha que dizer 
sem me emocionar e  cair, 
no papo comum, mas 
na alegria de tê-los junto...
amigos do Peretti, 
que gostavam de corrida,,
lembrava pois 
dos velhos tempos.. 
Mas que lugar era esse..


O velho clube..
de madeira.. 
da escada aguda,
não existe mais, 
restou 
uma casa 
de  um 
andar.
Agora 
na praça,
lembro 
que aqui em Iomerê,
é o lugar 
que encontrei 
obstáculos alguns 
inéditos,  
na minha vida...
mas daqui
onde fui 
adiante. 
Até hoje não sei.
Talvez tivesse 

a ver com 
o fato de estar num lugar 
tão longe na minha imaginação, 
que parece 
quase impossível 
ter chegado lá..
depois de tantos anos. 
Lembro-me onde passava  
ainda criança,
brincava nos canteiros da praça,
olhava o bar do Barulho,
falavam de um episódio no começo 
dos anos 60,
que ocorreu ali no bar,
ou de outro no hotel,
bares e hotel sempre foram 
lugares bons e terríveis.
ali no hotel ou no bar
sempre
estava 
perto do melhor sorvete,
mas  se foi lugares de infortúnios, 
isso não deve atormentar
a mente já que faz tanto tempo ..
...
Junto a praça...
me despedi
de Iomerê,
no dia 
26 de Fevereiro 
de 1972,
que lembrava do destino 
que   
escolhia naquele 
momento,
para viajar 
à Curitiba...
das histórias em quadrinhos, 
do circo...
do globo da morte..
a moto,
girando num globo..
os palhaços.
Pensava num lugar... 
aleatório...
onde..via tudo branco..
da neve. 

Pois eu estava lá! em 1975,
em Curitiba. 
quando caiu a neve..
Estava aqui em 1965,  
quando caiu a neve aqui em Iomerê.

Estava aqui em Iomerê em 1971, 
como na foto, com colegas 
no Frei Evaristo..

Talvez o choro tivesse 
a ver também 
com o cansaço da viagem..
senti isso em 1972...
quando vi de longe  a cidade de Curitiba.. 
Ou feliz da generosidade das pessoas que me receberam em Curitiba.
Mas acho que as lágrimas eram sempre as mesmas, 
que vinham porque eu tinha quase a certeza...
que jamais  tinha imaginado que chegaria 
a este lugar no mundo. 
Aqui,
também senti isso em 1977...
quando  de  longe vi..
a cidade de Pelotas lá longe,
há 40 anos...

Ou da generosidade..
das lágrimas ao 
sair em dezembro de 1982..
porque já tinha quase a certeza...
que tinha chegado a hora de ir 

para Porto Alegre
definitivamente.. e ao mundo.

Eu sei onde alcanço…hoje,
…sem me arrepender, 

de
nada reparar,
de nãos ser ressentido,
…isso é viver,

alcanço este lugar…
…extasiar-se aí
…isso é viver, nas ruas de Iomerê
aqui a vida é tão calma,
tudo tão contraditório 

à vida das cidades,
que, estando aqui,
a gente esquece que vive,
em um lugar agitado... 
que dure muito,
a foto é aquela impressão 

do segundo.
Por esse mundo de águas,
sentar à beira da cachoeira,
as árvores tapando o sol,
sentar e mais nada,
a minha confissão,
verdadeira..
não, 

acho que nada escreve
 para outros,
primeiro é para mim mesmo
sem deixar de atrair
encantar... etc.
O gosto deste descanso, 

aqui....

Aqui o ponto final,
junto a cachoeira...

agora certeza...
que tudo que 

passou, 
serve de meditação,
jamais 

para repetir,
como a foto 

tudo 
é passado..
nunca 

vai mais 
se repetir 
o passado,
nem o 

bom passado
queremos 

de volta,
jamais 

vou deixar aqui...
este é meu lugar, 

no meu mundo.