Rebel: Imagens, palavras..minha essência... um amigo da natureza

Rebel

LOOKING IN WINDOW


R.E.B.E.L - Most View- - Week- Top Ten

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Sonho

...
Sonho é...
O fenômeno 
psíquico 
espontâneo, 
Sonho
é isso,
que todos 
temos,
Sonhos são resultantes 
dos
bons 
e maus 
pensamentos.
qualidade 
dos 
pensamentos
importam 
e muito
em 
nossa 
felicidade.
Ah, o
sonho é a
produção 
de imagens 
e representações, 
de idéias,
involuntárias 
que
ocorrem no sono.
Uma mente tomada 
bons propósitos e 
de desejos satisfeitos
é um mente harmonizada
por ai ronda a alegria 
e afelicidade 
Os neurotransmissores 
carreadores 
que estimulam
e propiciam sentir
a felicidade
são abundantes.
Como diz 
Se há cachoeira 
em todo sonho...
já tenho
a minha..

Não,
Faltam-me sonhos...
...
Somos 
feitos 
das 
mesmas substâncias 
dos nossos sonhos. W S.

THE MAN LOOKING THE HORIZON


THE MAN LOOKING THE HORIZON, upload feito originalmente por ...REBEL...
É isso..
nenhum 
caminho 
é perfeito.
Há o inesperado.
Há curvas, 
retas 
e encruzilhadas.
"A vida tem 
ocultos caminhos"
frase do poeta..
João Guimarães Rosa.
Até ocultos caminhos.
Nem os melhores,
médicos, 
psicólogos
ou
psicanalistas, sabem tudo
e
com os anos ou 
ao longos anos..
de estudo 
ou de análise, 
todos
sabem alguma coisa mas
não entendem 
todas as coisas da vida 
ou da alma.
Será somente 
a vida entendida 
quando há 
por ser bela e prazerosa, 
ou não seria assim
por outros 
motivos e menores.
Tenho 
saudades 
de Faculdade 
de Medicina, 
de 
passear 
por Pelotas..
Laranjal 
ou 
pela cidade, 
de tomar 
um 
café 
no centro, 
na esquina do
café 
Aquários 
uns belas papos.. 
...ou
tomando 
uma cerveja 
ou 
um 
vinho 
no balcão 
do bar 

rever amigos.
...
Viver 
é Sonhar,
Viver um
sonho,
é 
realizar,
Viver bem é
realizar 
os sonhos.
...

grande razão 
de se preferir 
a vida assim 
é o prazer  
e os desejos 
de cada um, 
étudo
que dá
nisso,
dá 
e não há 
outro lugar 
da minha vida 
que tive 
tanto prazer...
onde
é que 
a cidade 
estimula 
a fantasia, 
a ousadia. 
Mas que adianta
nunca
realizar,
como é
o
o sonho de 
amar..
de fazer coisas,
estudar
ter o diploma
se formar,
se educar.
Curtir a vida...
Ânsia 
de viver  
faz do
sonhar 
faz ter
um preparo
a uma ação
e quando tudo 
acontece
estás preparado,
tudo fica diferente.
Se fosse tudo 
um sonho..
mas não foi.
Alegria, 
Alegria... 
na vida 
que  gera mais
alegria,
que fosse assim,
essa sempre,
minha razão 
de viver.
Seria ótimo 
para mim 
entender 
e foi assim,
que  
tudo 
não foi
só 
um sonho,
mas 
uma 
vida feliz  
então
posso
suspirar....
foi
tudo assim...
por quase 6 anos 
que estive lá.
Sim...
Assim
é mais fácil 
entender tudo assim, 
ou talvez
menos oculto
muitas coisas e pessoas
que nem 
sonhava encontrar.

Cérebro

O cérebro é..
Um emaranhado 
de fibras..
é o connective 
strand no cérebro.
como um bosque..
...
que as 
árvores permitem 
que a luz..
passe, transponha..
sem barreiras
Nosso cérebro é tão hábil e criativo, 
por isso..estas conexões.
Nas aulas de neuroanatomia, 
na Medicina
eu ficava imaginando vendo 
o tecido cerebral, 
aquela massa branca.. 
quanto ao ser humano, 
o ser que ai existiu..
"Como era por dentro..quem foi
ninguém saberá jamais..
tudo ainda é mais misterioso assim".
A mente de outrem ali, sem nome se identificação,
era um universo com que não há comunicação possível,
mas na nossa mente, do homem de hoje, de nos humanos
há um verdadeiro entendimento...
sabemos muito mais hoje da mente outrem, 
não só da nossa,
não é suposição..no fundo...
é o mundo da neurociência.
não há lugar semelhante..
o o lugar é ali que ocupa-nos 
sobre esta reflexão.
Nossos neurônios...interconectam...por tecidos..que permitem esta reciproca troca 
de substancias e neurotransmissores, de onde vem o pensamento, a inteligência..
as relações sinápticas.
Por exemplo..todo nós sabemos 
que o bom sono ajuda de modo pratico, o cérebro..
A atividade REM ajuda o cérebro a construir conexões neurais, especialmente áreas nobres como as visuais.
BEM ISSO FAZ DO IMAGINÁRIO 
OU DAS ELUCUBRAÇÕES DE UM CIDADÃO COMUM...
Eu sou Médico e vou um pouquinho além..
Pequenas redes de um extenso neurocircuito 
eu chamo de minha mente..
Temos a habilidade de mudar conexões de uma célula outra, andamos por ai, podemos ser flexíveis no pensamento, escolher com quem queremos estar, como queremos o mundo. Felizmente o que escolhemos ontem não vai predeterminar que vamos escolher amanhã.
Ai então o futuro... 
muitos tem idéias que muito é possível e isso gera debates sobre os limites da lógica disso.
A compreensão da mente humana...tem a ve com computador..mas é só isso.
O cérebro humano muito pode-se imaginar..mas inteligência artificial e semelhante 
ao cérebro humano está longe....
nada há como nosso cérebro tão hábil e criativo.
Estamos anos-luz de reproduzir 
a complexidade da mente humana, 
mas isso não significa que o desejo 
de algo assim esteja errado por princípio.
Pensamentos assim sempre imagino e o computador funciona com um principio matemático 
e que acha tudo isso impossível..
que tem essa visão de achar que algo 
vai conceber algo igual a suas idéias.
Se a mente fosse redutível a uma máquina, que muitos acreditam não teria o livre arbítrio 
não passaria de algo com impulsos programados.
O sistema formal de pensamento  é incapaz de se prever.
A matemática, esta é fruto da criatividade humana para interligar informações.
Mas a luz.. o lindo verde das plantas...a ponte..
dentro da mata..coabitam 
e meus olhos, o percebem..dentro da mente..tudo se conectam.
Há riqueza da interconectividade neuronal
Talvez o universo seja a maior coisa que exista, 
mas sem nosso cérebro não teríamos 
a menor noção disso. 
Aliás, sem nosso cérebro não teríamos 
noção de qualquer coisa. 
É realmente espantoso que tudo o que somos, 
das nossas personalidades às nossas memórias, 
das nossas emoções à nossa coordenação motora, 
seja orquestrado por uma massa de neurônios 
e suas ligações de não mais do 
que 1,4 kg.

Minha indiferença

A  
minha indiferença...
é 
a muitas pessoas..
Nenhum espanto, 
nisso..
acho que não. 
Na vida devemos ser duros
é claro 
nos tocar por tudo 
que nos rodeia,
que nos fazem  
pensar... 
que nos fazem
operar escolhas difíceis, 
nos fazem calcular
a vida no longo termo...
que são as pessoas queridas. 
Para o bem..
pela sanidade,
devemos cultivar  
uma certa insensibilidade..
aos maus...
é bom...
para contrabalançar.
Sabedoria, 
não é
Covardia. 
ou até pode ser.
Devemos ser capazes 
de sentir o que muitos 
não querem...
não desejam o bem ou o sucesso
da gente..
sentir...
indiferente a isto
faz uma diferença enorme.
Deixa espaço par pensar em nós. 
A indiferença é a todos  
que praticam a superficialidade,
a amizade interesseira..
na vida.
que levam  a prejuízos
à autoestima de cada um,
da família,
Como brigas, cotidiano estressante, 
escândalos pessoais
e familiares até mesmo
violência física e psicológica 
são alguns dos riscos.
Além disso,
mágoa, rancor
e ressentimento estão
presentes o tempo todo em muitos que estão próximos.
Mal resolvidos, nos incomodam.
Os que tem no outro
a desculpa para tudo.
Exclusão ou indiferença 
a essas pessoas é 
uma forma de reagir.
e a quem  é banal...
ordinário mais
a minha indiferença.
Procuro viver de outra forma. 
Por isso,  
alguém  poderia perguntar..
quem são, 
onde estão..
Bem perto...
Não é difícil encontrá-los. 
Basta se perguntar quem, 
A "humanidade tem lá os seus"
uma maioria substancial 
da sociedade que vivemos, 
pode-se dizer que é 
selvagem, 
doente, 
miserável 
e, por isso, 
merecedora 
de minha indiferença
que ainda há tempo.
que "tempo de que tem dinheiro", 
não vale mais que o meu..
mas não há mais que esbanjar.
o tempo é curto..
que isto posto
seja reflexivo
e mexa com intuição de todos.
Isso significa que a vida é isso..
continuar ser voluntário
e apaixonado,
as causas da vida
e da natureza..
é boa e ótima verdade,
nessa relação, sem pensar mais.. nas conveniências consumistas...
e sim dobrar-se às exigências
e aos caprichos da natureza,
sem dobrar-se inclusive 
aos silêncios..
dos cínicos e 
idiotas hipócritas 
que acham que 
tem poder..

Words
and
Photo.

 


Shake.It.


QUANDO A VIDA.
anda meio 
meio devagar,
faz sentido esperar, 
agitá-la, 
mexer 
com ela,
Um amor, 
Uma paixão 
podem 
dar 
um novo rumo..
Acredito nisso.
afinal é 
o que esperamos
da vida,
intensidade...
O poder 
transformador 
do 
encontro amoroso
faz 
o charme 
em muitos filmes 
e romances...
É que vemos por ai..
Os entendidos 
em assuntos 
sentimentais 
validam nossa esperança.
Jacques Lacan, 
o psicanalista francês, 
dizia em relação a isso:
O amor é o sinal de uma 
"mudança de discurso",
é a linguagem dele, 
é uma mudança substancial,
na nossa relação 
com o mundo,
com os outros 
e com nós mesmos.
"um sinal" bom...
O amor surge
quando está na hora,
de a gente 
se transformar
ou,
por amor que 
a gente 
se transforma.
Verdadeiras 
estas idéias...
transformam
e
não devemos 
tomar partido 

de uma ou outra.
E fazer acontecer 
ou esbarrar 
num amor 
que nos transforme?
Eu sei que encontros 
acontecem 
a cada esquina:
difícil é enxergá-los
e
deixar que eles 
nos transformem,
ou ter 
a coragem de vivê-los.
Photo
Words
Rebel.


Happiness III

Sou mais 
que isso...
em meio 
a preguiça...
e a solidão, 
e meu 
desalinhado 
quarto... 
meu o corpo 
pode ficar 
sossegado... 
meu momento
é de quem parece 
dormir...
desarrumado.. 
dos braços 
e cabelos...
partes despojadas 
sobre o branco 
e vasto lençol...
um 
corpo imóvel.. 
como uma pedra.. 
no meio das roupas. 
Um corpo só, 
meio deserto 
e arde suas 
inquietudes..
um corpo só.
Montesquieu:
“A liberdade 
é o direito de fazer 
tudo o 
que as leis permitem..
a minha lei 
é se espreguiçar...
relaxar depois 
do almoço,
uma boa motivação
é fundamental, ao 
homem com ímpeto 
a existência sossegada 
com bem-estar...
Tudo naturalmente 
me leva 
a  cama...
não
vejo ai 
nenhum problema...
A felicidade eh 
uma viagem 
não um destino..
O prazer, 
com felicidade
é alguém, 
não 
apenas algo, 
num 
homem 
não 
coisificado 
de muitas 
circunstâncias 
com alguma 
substância hoje..
com alguma raiz,
pensando 
nas deusas gregas

Real Road II.

Como,
Fernando Pessoa, 
sonhar é preciso.
O fenômeno 
psíquico 
espontâneo, 
é isso,
chamado de sonho...
Produção de imagens 
e representações 
de idéias,
involuntárias 
e que 
ocorrem no sono.
Na antiguidade remota 
muito
se preocupava 
na elucidação 
dos mistérios oníricos. 
As culturas arcaicas 
os interpretavam 
como oráculos 
ou instrumento 
de premonição, 
e as mitologias 
de todos os povos, 
sem exceção, 
valorizavam-nos 
como linguagem 
de seus deuses.
Faraó e José 
é um exemplo. 
Homero reforça,
na Ilíada c
omo na Odisséia (séc. VIII a.C.).
Referências mais remotas 
são encontradas no Antigo Egito, 
a partir da 10a dinastia 
(cerca de 2070 a.C.), 
no texto do faraó Mervkare, 
que incluía chaves para 
a decifração dos sonhos. 
Já o Papiro Chester Beatty III, 
datado por volta de 1785 a.C., 
atribuído à 12 a dinastia, 
oferece 28 fórmulas de agouro 
para entendimento dos elementos oníricos, 
algo como: 
"Se um homem 
se vê em sonho comendo, 
isto é bom, significa 
que nada lhe faltará;
se vê uma serpente, isto é bom, 
pois haverá abundância; se um homem 
se vê olhando por uma janela, 
é favorável, haverá promoção social; 
se se vê fazendo amor com um gerbo, 
isto é mau, significa que intentam 
contra ele na Justiça...
"Mas coube ao grego Artemidoro de Héfeso o primeiro compêndio Oneirocritica, datado de 150d.C., composto por 5 Livros, a documentar centenas de sonhos que lhe foram relatados. 
Com base no que ouviu, e contrariando o pensamento predominante de sua época, 
Artemidoro concluiu que a simbologia onírica deveria ter um significado antes particular que universal. 
A propósito, com a consolidação 
é que no séc. 
V a.C. do culto de Asclépio, 
seus templos medicinais, 
espalhados por toda a Grécia, 
sendo os de Epidauro, Cós e Atenas 
os mais famosos, 
previam que seus visitantes enfermos primeiramente se purificassem através 
de orações, jejuns, exercícios 
]e beberagens, também pelos 
ritos de incubação, quando se deitavam 
cobrindo a cabeça com ramos do loureiro, 
planta sagrada capaz de propiciar-lhes 
os sonhos por meio dos quais lhes 
seriam revelados os caminhos para a cura.
Esta valorização do mundo onírico encontra berço no orfismo, de onde derivou a corrente filosófica pitagórica, que influencia,
mais tarde o platonismo. 
Cumpre lembrar aqui uma célebre passagem: certa noite, 
Sócrates sonha com um pássaro magnifico. 
De asas abertas, a ave pousa-lhe 
no peito e canta maviosamente. 
No dia seguinte, 
um jovem interessado 
em conhecê-lo era-lhe apresentado. 
Seu nome? 
Platão, que registrou este relato.
Esta milenar ideia de que os sonhos 
sejam via de comunicação entre 
os homens e os deuses, 
servem 
de base a muitas escolas esotéricas 
que, inferindo um pouco adiante, 
advogam a existência 
de mundos paralelos, 
aos quais a consciência 
se transporta enquanto dorme.
A neurociência, entretanto, 
reduz 
os sonhos 
a mero 
produto de reações bioquímicas desencadeadas por estímulos bioelétricos. Opõem-se a este pensamento as correntes psicológicas e psicoterápicas que enxergam nos sonhos um fenômeno 
abstrato muito mais complexo 
e de natureza transcendente ao mundo simplesmente bioquímico.
Freud, por exemplo, 
creditava aos sonhos suma importância. 
Via em sua ocorrência a prova indireta da existência do Inconsciente. 
Na "Interpretação dos Sonhos", 1900, 
afirma serem os sonhos 
uma, 
"estrada real" 
para o inconsciente", facilitadora da realização de nossos desejos proibidos 
centrados na esfera da sexualidade (uma das idéias fulcrais da psicanálise), 
que se ocultariam por detrás 
das imagens bizarras e fantásticas do mundo onírico..
Jung, transcendendo os limites da psicanálise na qual se iniciou, passaria mais tarde a entender os sonhos como a autêntica linguagem da alma, a expressar o que de modo específico o inconsciente esteja tentando nos dizer. 
Na Psicologia Junguiana, 
a principal função onírica é a de orientar e equilibrar o psiquismo como 
um todo, aliviando assim nossas neuroses e predispondo a consciência 
(nosso intelecto) para novas idéias 
e concepções mais amadurecidas, 
compensando, destarte, 
certas deficiências da personalidade, 
prevenindo-nos 
até mesmo quanto a certas situações 
que estejam na iminência de acontecer 
em nossas vidas.
Mas, do que são feitos os sonhos... 
Não o sabemos. 
Impossível capturá-los, apreendê-los, 
estudá-los em nossas mãos, 
gravá-los em DVD 
ou ampliá-los 
pelas lentes de um microscópio. 
Procuremos, entretanto, 
entender de modo mais simples possível o processo que os produz.
Mesmo durante o sono mais profundo, o neocórtex, camada de 

uns 3 mm de espessura que recobre 
todo o nosso cérebro, mantém-se 
funcionante, ainda que esteja 
praticamente isolado dos estímulos proprioceptivos...
função que nos permite saber a 
exata posição de nosso corpo sem 
que precisemos olhar para ele, bem 
como dos que são trazidos pelos órgãos dos sentidos. 
Mas então, como se promove esta atividade mental latente..
Nas áreas de massa cinzenta do cérebro humano, o neocórtex está formado por células nervosas chamadas neurônios. 
Até as últimas décadas estimava-se 
existir cerca de 14 bilhões de neurônios processando informações em nosso cérebro. Estudos feitos,
pelo Dr. Vernon Mountcastle 
da The Johns Hopkins University, 
apontam para algo em torno de 50 bilhões de neurônios cerebrais, isto sem levar em conta o número de células nervosas da glia, 
camada de sustentação do tecido nervoso, que chega a 500 bilhões. 
Todo o nosso sistema nervoso 
central tem massa aproximada de 1.400 gramas, sendo que o cérebro responde por 96% deste peso. 
Os neurônios do neocórtex se comunicam preferencialmente com as demais células 
nervosas que lhe são circunjacentes, por meio 
de ligações ditas sinapses, cuja maior parte tem função excitatória. Embora o termo sinapse, palavra grega, signifique união, convém esclarecer que os neurônios não se encontram propriamente conectados uns aos outros, sendo cada sinapse na verdade o espaço virtual e microscópico que os separa. Justamente aí, nas fendas sinápticas, estão presentes substâncias bioquímicas secretadas pelos neurônios a partir dos estímulos bioelétricos que estes sofrem, às quais denominamos neurotransmissores (NT), sendo a dopamina e a serotonina, por exemplo, dois nomes relativamente já popularizados dentre a variedade NT existentes.A quantidade de ligações sinápticas que um neurônio estabelece com as células nervosas vizinhas varia amplamente; sabe-se que, numa progressão exponencial de ligações, cada neurônio é capaz de impressionar centenas de milhares ou milhões de outros, envolvendo instantaneamente um número de sinapses do tecido cortical que ultrapassa os trilhões.A esta densa teia neocortical de ligações, infinitamente mais complexa que a Internet, credita-se a capacidade de armazenar todo tipo de informações que por ela circulam, arquivando-as sob a forma de memória, simples ou complexa, conforme a constelação de estímulos nervosos necessários para fixar ou recuperar tais lembranças.
Em 1950, o neurofisiologista norte-americano 
Karl Lashley escreveu: 
Cada traço de lembrança requer literalmente a atividade de milhões de neurônios...
e os mesmos neurônios que retêm determinado traço de memória também participam de incontáveis outras funções.
Donald Hebb, psicólogo canadense, estudando a questão, em 1958 propôs a hipótese de que certos grupamentos de neurônios, por exemplo, são rotineiramente impressionados por estímulos que se repetem, fato este que os torna mais coesos e treinados para sua função de lembrança e reconhecimento, possibilitando ao cérebro a recuperação de imagens completas a partir de qualquer estímulo que impressione uma quantidade mínima de neurônios relacionados a determinada informação arquivada na memória. Por isso é que basta olharmos um detalhe na foto de um rosto que nos seja familiar para que, imediatamente, ressuscitemos a lembrança da pessoa por inteira.O exemplo serve para que melhor compreendamos de onde vêm as imagens presentes em nossos sonhos. Elas são fruto da atividade cortical latente; qualquer mínima quantidade de neurônios estimulada pode gerar lembranças de toda espécie, mesmo complexas, que se mesclam e se aglutinam a outras tantas fabricadas por grupamentos de neurônios concomitantemente ativados em outras áreas do cérebro, formando assim figuras que se condensam, de formas as mais bizarras, próprias do surrealismo onírico. Tais imagens podem ser ainda perturbadas quer porque surjam acrescidas de forte carga emocional, quer porque sejam deflagradas por estímulos sensórios que chegam a um cérebro incapaz de exercer devidamente seus juízos, posto que se encontra dormindo. Incapaz de identificar conscientemente a origem dos estímulos, fica à mercê das lembranças suscitadas, muitas vezes desagradáveis, quando então nossos sonhos se transformam em pesadelos. Por outro lado, não é necessário desconforto físico algum enquanto dormimos para que surjam os chamados pesadelos. Estes podem ser produto de estados de alma aflitivos, próprios de quadros ansiosos ou depressivos que podem evidentemente comprometer a qualidade de nosso sono e, por conseguinte, de nossos sonhos. Também as drogas psicotrópicas como benzodiazepínicos e antidepressivos, longe daquilo que nos prometem suas bulas ou propagandas, via de regra comprometem a qualidade do sono, gerando desde perturbações de seu ciclo natural até pesadelos ou quadros alucinatórios. O mesmo podemos dizer do álcool e das anfetaminas, que prejudicam sensivelmente o ciclo do sono.Os estudos científicos sobre os sonhos começaram na segunda metade do século passado. Após experiências incompletas de Toulouse e Piéron, na França, e de Pavlov e Betcherev, na Rússia, em 1955, o Dr. Nathaniel Kleitman, professor da Universidade de Chicago, estudando o traçado eletroencefalográfico de 12 voluntários que recebiam três dólares por noite para dormir em seu laboratório, descobriu o sono REM (Rapid Eyes Moviment - em Português, sono MOR, ou de Movimento de Olhos Rápido), também chamado sono paradoxal. Quando dormimos ou estamos bem relaxados, de olhos fechados, devido à diminuição de estímulos que recebemos, o traçado registrado no eletroencefalograma (EEG) se caracteriza pelo predomínio de ondas lentas tipo alfa, de 8 a 13 ciclos por segundo. Quando o sono se aprofunda, surgem as ondas delta, ainda mais lentas. Mas Kleitman percebeu que o traçado por períodos inteiros apresentava padrão de ondas rápidas, tipo beta, de mais de 14 ciclos por segundo, que justamente conferiam com o momento em que seus pesquisados apresentavam um movimento intenso dos olhos por sob as pálpebras cerradas, enquanto dormiam; daí o nome dado: sono REM. Se acordados nestes períodos, os voluntários confessavam que sonhavam. 
Kleitman também observou um comportamento cíclico no registro do EEG, que se repetia em média a cada hora e meia. Notou que, ao adormecemos, o traçado de ondas alfa, próprio do estado de relaxamento, vai dando lugar às ondas delta. Estas, periodicamente, são substituídas pelas ondas beta, a conferir com o sono REM, que Kleitman julgou fossem o traçado laboratorial dos sonhos.Se considerarmos um período de aproximadamente 8 horas de sono, no 1o primeiro ciclo dele, segundo o cientista, haveria cerca de 9 minutos de sonhos (sono REM); no 2o período outros 19 minutos ; no 3o mais 24; no 4o, 28; e no último, quase meia hora. Kleitman concluiu que devemos sonhar, portanto, por quase 2h a cada noite bem dormida.Numa segunda fase das pesquisas, descobriu que se formos privados de nossos sonhos (ele acordava seus contratados quando estes começavam a apresentar o traçado REM no eletroencefalograma) tornamo-nos muito ansiosos e estressados como se nem tivéssemos dormido, o que levou o pesquisador a aventar a idéia de que os sonhos tivessem por principal função nos proteger da loucura.Hoje, novos trabalhos e pesquisas permitem aos neurofisiologistas admitir que os sonhos ocorrem durante todo o período de sono, o que ao menos parcialmente concorda com o que sempre defendeu Jung, para quem o processo de produção onírica é algo ininterrupto, de modo que mesmo quando acordados, estamos sempre sonhando, ainda que nossa consciência não se dê conta disso. A neurociência atualmente entende que durante a fase REM, que surge acompanhada por inúmeras alterações fisiológicas como taquicardia, respiração mais rápida etc, temos apenas maior facilidade para recordar-nos de nossos sonhos, uma vez que, quando os olhos se movem rapidamente sob as pálpebras, o sono é mais superficial do que profundo.Mas as teorias sobre os sonhos se caracterizam pelo tanto de polêmica que suscitam. Dr. Francis Crick, que dividiu em 1962 o Nobel de medicina com o Dr. James Watson por desvendar a estrutura molecular do DNA, é um dos mais importantes cientistas que derivaram suas pesquisas para o estudo do fenômeno onírico. Crick admite que "sonhamos para esquecer"; diz que a principal razão para a existência dos sonhos é sua capacidade de ressuscitar lembranças inúteis, que ocupam desnecessariamente espaço em nosso computador cerebral, e que são atiradas à lixeira quando sonhamos. Tal faxina serviria para nos recompor, permitindo-nos que, ao despertarmos, estejamos novamente prontos para enfrentar o enorme bombardeio de novas informações que são cotidianamente armazenadas.A meu ver, esta é uma visão meramente utilitária da ciência, acostumada a desqualificar o mundo onírico na mesma proporção com que nossa sociedade insiste em depreciar valores que não estejam destinados a incrementar as linhas de produção de seus bens de consumo. A poderosa indústria farmacêutica, inclusive, é quem mais tira proveito das controversas pesquisas neurocientíficas feitas no terreno imponderável dos sonhos, oferecendo-nos drogas para dormir que, não obstante o efeito hipnótico alcançado, causam dependências física e psíquica, e suprimem a fase REM do sono, sabidamente aquela em que mais facilmente nos lembramos daquilo que sonhamos. 
Enquanto os homens civilizados, em suas vidas industrializadas, esquecem-se até mesmo de sonhar, a neurociência segue tentando impor culturalmente as regras do jogo científico acadêmico.Mas até mesmo o homem mais civilizado do mundo não pode deixar de observar que, às vezes, um simples sonho é milagre suficiente para alterar-lhe todo o seu humor, particularmente quando acordamos significativamente impressionados, com algo estranhamente repercutindo fundo em nossas almas, levando-nos a indagações mais profundas e sempre necessárias, desencadeadas pelo material onírico. 
Nestas horas, quando somos levados 
a buscar por uma interpretação de nossos sonhos, 
abrimos definitivamente as portas para 
uma visita ao nosso mundo interior, fato 
este que por si só já revela, evidentemente, e de modo muito simples, o porquê 
de sua importância em nossas vidas.
Sem receios em 
parafrasear Fernando Pessoa, 
de fato,
sonhar é preciso...
caminhar é preciso,
este 
caminho real...
muitas vezes
sonhado...
Se há cachoeira 
em todo sonho...
já tenho
a minha..
Faltam-me sonhos...
hoje, 
tão desiludido.
Um dia
Cinzento..
com
os valores 
humanos reais.