Rebel: Imagens, palavras..minha essência... um amigo da natureza

Rebel

LOOKING IN WINDOW


R.E.B.E.L - Most View- - Week- Top Ten

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Take a Deep Breath II

...
Respire 
profundamente 
enquanto
expira 
relaxe 
seu corpo 
permitindo 
que 
energias 
se mesclem 
no interior
de seu corpo.
Se é bom
então..
outro movimento. 
Feche os olhos,
e respire fundo 
e dispa a sua mente 
de todas preocupações 
e de todos pensamentos 
e sensações,
como 
medo,
aflição, 
angústia 
e ansiedade 
que o acompanham.
Por 1, 2, 3, 4, 5 segundos.
abra os olhos.
Comece de novo,
o movimento,
levantando 
os braços acima 
dos ombros.
melhore 
a sua circulação 
sanguínea 
inspirando 
profundamente 
Repita..
Feche os olhos,
respire fundo
e dispa a sua mente 
de todos 
os pensamentos 
que 
o acompanham...
depois
1, 2, 3, 4, 5 segundos.
abra os olhos.
...
E é verdade: respirar 
lentamente 
acalma a mente e o corpo,
Reduzir  de 18 a 20 inspirações 
para cinco e seis inspirações 
por minuto,
Isso
é capaz de acalmar  
a mente 
e relaxar o corpo.
Como
respirar não 
é opcional 
mas
imprescindível 
para
manter-se vivo
e requer inspirar e expirar,
ciclicamente,
uma o útil ao  agradável
Nervoso?
Ansioso?
Respire fundo e devagar.
A respiração lenta
e controlada, 
é 
integral à prática
do yoga 
e da meditação
e tão presente 
na psicologia popular,
às vezes é menosprezada 
por
quem recebe o conselho
para ajudar a se acalmar.
Se algo
nos deixa atentos 
e com músculos 
tensos, prontos para a ação.
Respire fundo ai o inverso 
ocorre
Ao reduzir de 12 a 20 para
apenas
cinco e seis o número 
de inspirações 
por minuto,
Isso é capaz de relaxar 
os músculos 
e acalmar a mente.
Não é mágica é uma verdade.

Take a Deep Breath

...
E é 
verdade... 
Respirar lentamente acalma,
Ao se 
reduzir  
de 18 a 20 inspirações 
para talvez apenas entre cinco e seis 
o número de inspirações 
por minuto, 
isso
acalma o 
corpo e a mente.
Não é mágica 
é uma verdade.
Cada ser,
ou
cada um de nós
Inspira-se cerca 
de 20 vezes por minuto.
...
Respirar não 
é opcional:
é 
imprescindível para
manter-se 
vivo, 
isso
requer 
inspirar 
e expirar,
ciclicamente,
do nascimento até a morte, 
cerca de 550 milhões
de vezes em uma 
vida de 70 anos,
sem precisar
pensar no assunto.
É ao mesmo tempo perturbador
e libertador pensar que 
a função é desempenhada 
dia sim e dia também, 
esteja você acordado ou dormindo,
por apenas alguns milhares 
de neurônios no bulbo cerebral, 
na base da sua cabeça.
Nervoso? Ansioso? 
Respire fundo 
e devagar. 
A respiração lenta 
e controlada, integral 
à prática do yoga e da meditação 
e tão presente na psicologia popular, 
às vezes é menosprezada por quem 
recebe o conselho para ajudar 
a se acalmar. 
Mas estudos mostram 
que existe de fato um circuito 
que liga a frequência da respiração 
ao nível de alerta do cérebro.
A algo
nos deixa atentos 
automaticamente
os músculos ficam tensos, 
prontos 
para a ação,
mais noradrenalina liberada, 
mais ficamos alertas e crispados. 
Com atividade alerta demais
é tanto contraproducente, 
chegando à angústia 
e dor muscular. 
Não é surpresa, a esta altura, 
descobrir que só 
adormecemos quando 
o *locus coeruleus é 
completamente silenciado.
Esses 175 neurônios, 
portanto, 
atrelados ao nível de alerta cerebral 
à respiração..
qualquer acontecimento 
que acelere a respiração 
nos deixa automaticamente 
mais atentos 
e alertas, do exercício ao estresse. 
O inverso também é verdade... 
respirar lentamente, 
reduzindo de 12 a 20 
para talvez apenas entre cinco e seis 
o número de inspirações por minuto, 
isso
é capaz de reduzir ao menos 
pela metade
o estímulo ao locus coeruleus,
assim acalmar corpo e mente.
Não é mágica..é uma  
verdade até muito popular.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Beleza

...
Vendo, 
o filme 
Luzes da Ribalta
de 
Charles Chaplin,
ouvi, 
“A beleza existe em tudo"
 tanto 
no bem como no mal.
Mas somente
os artistas 
e os poetas
sabem 
encontrá-la...
será que 
fotografos
estão entre eles..
Nesse filme, 
um 
Charles Chaplin 
falante,
mas que não perdeu a graça
nos gestos,
no jeito
e no olhar humanizado
sobre o mundo.
Calvero é 
o palhaço esquecido,
talvez que se esqueceu 
de si mesmo
na verdade, que ao 
salvar a bailarina
Terry acabando
sendo salvo também.
Mas
a
Calvero, 
a vida
tem mais sentido...
se a vida é desejo...
que tem tudo a
ver com beleza.
...
Luzes da Ribalta,
Chaplin 
enfrenta 
a glória 
e o ocaso
O Filme de 1952,
Chaplin estava próximo 
de completar 
60 anos...
como eu.
O filme 
é história 
de um amor
impossível entre 
um comediante
que não consegue
 mais fazer
o público rir 
e uma bailarina
paralisada 
pelo 
medo de
 dançar.
O filme evoca 
um sonho,
mas também 
revela 
um dos maiores
medos de Chaplin,
o de se afastar
 de seu público.

Aconteceu em 1965

A infância 
é o que 
demais nobre,
que a 
gente tem,
é sobre ela, 

como de 
quem nasceu 
no fim anos 50...
que escrevo...
A liberdade 

da imaginação 
é gerada
pela vida...
vai desde a infância  
continua vida adiante,
que muitas vezes 
vai e vem,
viram literatura.
Há histórias..
algumas 
verdadeiras, 
outras..
suspeitas 
ou 
inventadas...
que nada demais contar...
Viram ou 
não viram....
Lembra o 
dia da neve...
Venham 
ou não venham..
reais ou imaginárias...
Mas vou a 
uma história...
da infância...
verdadeira. 
A vida 
é de cada um,
um brilho,
como é 
o sol em Iomerê,
suas montanhas.
Montes que rodeados 
de muito verde, 
levam ao sonho 
e encantam,
que se deixa ir e vir
em suas nuances, 
então sobre tuas histórias,
como se numa fantasia...
num mundo encantado,
um mágico, 
aponta a vara e diz: 
conte-as 
senão
silencia-as. 
Não estrague-as, 
na minha imaginação 
como quiser,
mas seja tua...
minha também a imaginação.
Sou uma pessoa 
muito inquieta...
imaginativa... 
As vezes como, 
me porto, como um poeta, 
como um fotógrafo,
um buscador de fatos e histórias,
mas, que não para nunca, 
que está sempre buscando,
admirando, 
novos e antigos caminhos.
Um  caminho é o que 
se fez 
ou se  faz caminhando....
a cada dia.
Um caminho que se fez ontem..

muitos o trilharam.
Hoje como ontem..
pensava ao andar por ai...
na bela praça...
em frente  a matriz..
era já noite... a lua linda,
num mesmo lugar,  ainda lembro
do que foi há 50 anos,
mas já no inverno de 2015.
O grande Boneco 
de neve na Praça...
Um dia tudo será memória... 
as pessoas andam na praça,
há os que andam
naquela rua,

os felizes,
as gentis,
as sábias,
as más,
todas,
todas,
todas,

serão memória um dia..
Da mente brilhante,
tem coisas 

que certamente
nunca sairá..

de que a cidade pequena,
não era bem o lugar 
que imaginava,
que a vida era só sofrimento,
não isso é só besteiras,
claro nenhuma cidade 
é só dos sonhos,
mas dos sonhos 
era a amada Iomerê,
assim é nossa memória...
que revive volta e meia...
nos passos que 
já dei neste praça,
na escola, na igreja matriz..
Não dá para falar
que há uma memória
dos anos 50,

que foi um tempo que 
aqui não estive,
aportei aqui,
depois de uma viagem, 
sobre uma carroceria de madeira,
lembro bem  da camisa 
de Boulon azul anil,
num 
caminhão
mas já  era nos anos 60,
em agosto de 1963,
quando tinha 9 anos...

há...este momento em 
minha memória.
Não se pode lembrar tudo
o que é verdade...

e há o que não se inventa,
e há o que se inventou...
pouco porém...

é tão verdade como estar
na  bela Iomerê.
Há textos de quando vim morar 
em Iomerê..nos anos 60.
faz tempo que foram pensados..
Lembro do Frei Evaristo,
a escola onde estudei até os 15 anos
mas vou escrever
o fato que mais 

me tocou naquele período.
De tudo que reparei 

na minhas memórias
e que eram próximas de mim...
a pobreza,
o desamparo,
a rejeição.
Foi na neve de 1965,

amanheceu tudo branco,
fomos a janela...era algo fabuloso,
encantamento dizia tudo diante,
do branco,
meus olhos iluminavam, em pouco tempo,
era já lágrimas
em que,
não fui impedido de ver a neve,

mas de caminhar nela.
por não ter sapatos.
O meu conflito íntimo, 

de estar fora,
na alegria compartilhada,
com meus pais e irmãos,
vizinhos,
de ver a neve....
mas caminhar,
brincar,
sonho de sair 
com irmãos e amigos.
é como me senti,
diante de uma 
situação dramática..
no quarto vazio,
o pé descalço.
o frio da manhã,
o dia, 

a imaginação,
me contavam
da festa na praça...
como tal evento...
está na foto, abaixo,
tudo muito triste.
O dia na memória é povoada
por este fluxo de lembranças,
cujos desdobramentos dão origem,
a uma incessante busca...
do significado...
do lado psicológico 

e espiritual..
que mexe com a gente.
Mais do que sentir-se rejeitado,
há a fragilidade de aceitar
na criança que era,
que já tinha enfrentado 
a perda de 2 irmãs... 
Mas o prazer negado,
de ver.. a neve..

na praça...
de Iomerê
na inocência...
de época..

ainda mais que fiquei sabendo 
que se construíra 
lá um boneco de neve...
mais  via já na rua em frente,
onde havia uma 
loja do Perroto,
que havia tantos amigos lá, 
se jogando flocos, 
enquanto a neve branca 
e incessante, caía, 
e até o padre 
Ernesto Boff,
como tantos por lá.
NEVE É ALEGRIA... E FOI.

Como outros textos autobiográficos,
há incômodo de saber 
que poderia ter sido,
não foi 

e o que foi..
Fui alvo, de uma rejeição e bom saber que foi momentânea...
No traçado da lembrança
há um linha entre sonho e  a memória,
há a história,
de um garoto que está angustiado...
que permanece uma manhã assim.

Há algo de lá..
poderia ser algo 
atravessado...
é bem diferente,
na contradição entre
o corpo
e o espírito
e o sonho,
de um menino..
A vida em Iomerê reservou,
um belo dia..
quase uma semana,
que foi o tempo que durou,
os bonecos de neve,
que ficaram,
na praça de Iomerê.
Na tranquilidade de hoje,
sinto que não me permiti
que o sofrimento
me tomasse,

se tornasse,
uma chaga a vida toda..
ali um desgosto momentâneo...
na pobreza que era marcante.
A vida é assim,
de coisas que simplesmente 

não acontecem,
mas não,
há mal que sempre dure
ou que não dure a vida inteira...
afinal sempre há uma
alma bondosa a reparar
o mal feito...

Aconteceu em 1965,
houve uma vizinha..

a sempre  bondosa,
Dona Filomena Faoro,

que adentrou a casa  de alvenaria,
em frente, ao lado do moinho,
veio até mim,
reparou o mal estar,
providenciando
o par de sapatos,
no meio 

para o fim da  manhã...
um sapato preto, 
que era do seu Filho caçula,
Nelson Faoro.
Com uma meia de lã..

então tive o prazer de ver,
correr, pegar flocos,
alegria era toda minha 
e dos guris da vila,
os Santini, Zucco, Lopes, Comelli,
Faccin, Zanini,
Faoro, Penso, Hentz, Candiago,
Zardo, Lazzari, Mendes, Mariani, 
Penso, Nora, Colissi, Rech, Pasqual, Viecelli, 
e os seminaristas Camilianos,
que desciam o monte na escada...
que continua até hoje....
a escada e  a alegria.
No momento era de brincadeiras,
foi o prazer de ir a praça.
ver a neve..
como na foto abaixo..
no exato momento do inverno 
que aconteceu em Junho de  1965.
Fotos uma gentileza 
dos padres Camilianos,
Maria Clara Penso.
e Rebel